Mata & Esfola
A box da McLaren com o indescritível início de temporada 2012 tem feito mossa nos seus pilotos. Não obstante, a FIA/Comissários como que se alia à equipa de Woking para castigar ainda mais um dos pilotos. Se um diz, mata; o outro diz, esfola. Apenas um pormenor: Enquanto a primeira 'mata' por engano, a outra 'esfola' com prazer.
Ficção. Qualquer semelhança com outros factos, é pura coincidência.
Aos pilotos McLatas já aconteceu de tudo, ou quase. Um já venceu mas em Esparta passou as passas do algarve. Ao Hamlet, de bom muito pouco, de mau, tudo.
Até ao Bharaites e apesar dos percalços que lhe têm acontecido na box, Hamlet tem sido consistente e ocupava um invejado 2º lugar. Após os treinos e a pole em Esparta, seguramente que alimentava a esperança na liderança. Mas a equipa matou-lhe o sonho ao falhar o abastecimento. O Charlie Chaplinas (CC) chefe dos comissários preparou-se de imediato da faca, garfo e babete para esfolar o Hamlet que tinha a pole. De posse deste dado importante, a pole, pousou os talheres e consultou a tabela do mundial de pilotos. Viu que o Hamlet estava num perigoso 2º lugar, o que caso vencesse a corrida, e era homem para isso, abocanhava a liderança e depois mais ninguém o apanhava, especialmente o seu protegido Asdrúbal que ocupava o 5º lugar no mundial, mas que largava da terceira posição, o que não era mau de todo. Verificou com prazer que o Vitelo que liderava o mundial partia lá de trás, de 8º o que era muito bom, pois dava algum descanso ao Asdrúbal. Por fim, verificou que os dois pilotos que ocupavam no mundial o 3º lugar -Werbanário e o 4º lugar - Buttelha, partiam da 11ª e 12ª posiçao, o que era ainda melhor.
Como não tinha ali à mão o regulamento, ligou para o camarote da FIAFMA-Federação Internacional de Aotomobilismo a Favor dos Meus Amigos, que por sinal tem um ódio de morte à McLatas e não pode ver o Hamlet nem pintado de branco, sentenciou com o último lugar como penalização. O Charlie Chaplinas de olhos esbugalhados nem queria acreditar, enquanto colocava o babete ao pescoço e pegava na faca e garfo para iniciar a esfola. Até ao osso. Mas Hamlet não se intimidou, e por estar em Esparta, terra de touros e touradas, vestiu o traje de luces e foi à luta. Começou com várias faenas, depois foi aplicando várias verónicas. Pelo caminho sai-lhe um touro extraviado, incerto, meio tresloucado, que ele já conhecia de outras lides e que até já foi colhido por ele, daqueles que ora viram para um lado, ora para o outro quando menos se espera, deixou-o ir. Mas o ponto alto foi o momento em que enfrenta duma só vez dois touros Roça, de raça, e lhes aplica um par de bandarilhas de forma magistral fazendo levantar as bancadas. Soberbo!



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