Blogs doutros tempos: “O meu bloco de notas”
Em 1977, o então diretor do Autosport, José Vieira já produzia conteúdos muito à frente do seu tempo. Hoje em dia, um jornalista, piloto, adepto, etc, só precisa de ter um 'smartphone' na mão para dar a conhecer ao mundo em poucos segundos algo que consigo se passou ou testemunhou. Há 35 anos, José Vieira não tinha nada disso, mas tinha um bloco de notas com informação que os leitores do Autosport não podiam deixar de conhecer. Foi assim que nasceu "0 MEU BLOCO DE NOTAS". Eis o texto de 1977, que lançava um vasto número de histórias para o domínio público das quais recordamos duas. Na foto, a página dessa primeira experiência
Toda a gente sabe que o bloco de notas é o mais precioso auxiliar do jornalista. Naturalmente que na era da tecnologia, esse bloco de notas pode revestir variadas formas, desde um pequeno gravador até à mais sofisticada máquina fotográfica. Tudo isso é usado, nos dias de hoje, pelos jornalistas que cobrem os grandes acontecimentos internacionais. E o desporto automóvel não é exceção. Dai o titulo desta nossa rubrica que, periodicamente, vos relatará os factos mais curiosos e por vezes insólitos deste desporto. "0 MEU BLOCO DE NOTAS" será assim o desfilar de factos e acontecimentos do dia a dia da competição que o jornalista cuidadosamente compila, mas que, pelas mais variadas razões, nem sempre chegam ao conhecimento dos leitores. Esperemos que gostem...
OS PROBLEMAS DE "WILSÃO"
Uns dias antes do Grande Prémio de Inglaterra, D. Juzy Fittipaldi, mãe de Emerson, ao brincar com um dos seus netos, caiu e fraturou uma perna em dois sítios, bastante perto um do outro. Isso não teria nada de especial, ate porque D. Juzy estava a recuperar muito bem. O problema é que, alguns dias depois, ao apoiar-se mal na sua bengala, não conseguiu evitar a queda e o agravamento da sua fratura. E o "pobre" Wilsão Fittipaldi, com um ar infinitamente paciente, dizia-me que tinha levado três dias de viagem de Inglaterra até à Holanda, parando variadíssimas vezes para dar descanso a sua mulher.
O AZAR DE ANDRETTI
Mário Andretti e o seu excelente Lotus 78 foram os grandes dominadores dos treinos de Zandvoort e eram os incontestáveis favoritos para a corrida. O que privou Mário de mais uma vitória foi já relatado no número anterior do Autosport. Porém, esperamos que o piloto não tenha reparado nesta coincidência: É que não passou da 13ª volta do 13º Grande Prémio do ano. Azares!




Comentários